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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Auto sacrifício

Demorou mas resolvi fazer um post, e resolvi fazer este com o intuito de falar um pouco sobre auto sacrifício, até onde devemos ir pelos outros?

Pois bem começando, quem disse que pessoas fortes temem "ficar feridas"? São essas feridas que fazem com que as pessoas amadurecem, e a partir do momento que você se torna um escudo para outra pessoa, impedindo que ela sinta essas dores, como essa pessoa poderá evoluir? Como ela poderá conhecer a realidade.

Segundo auto sacrifício às vezes não te diferenciam de um suicida, você realmente acha que pode proteger os outros com seu auto sacrifício?

Na verdade você só quer proteger seu interior.

A partir do momento que se tem o outro como uma “desculpa” para seus atos, as coisas se tornam mais fáceis para a sua consciência. Ou seja, muitas vezes auto sacrifício acaba se tornando apenas auto satisfação.

Por fim pessoas que tratam sua própria vida como se fosse algo trivial não têm o direito de proteger ninguém. Pois se não possuem a consciência de que suas vidas são importantes, como podem provar para os outros aos quis querem proteger que suas vidas são importantes?

É o mesmo que “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Mas calma eu não estou dizendo que auto sacrificio seja errado, estou apenas criticando quando as ações feeitas para alguem se sobrepõe ao seu próprio bem estar.

No fim todos somos lives e é essa liberdade que eu defendo, a liberdade de aprendermos por conta própria, e não vermos o mundo se resumir a "eu fiz isso por aquela pessoa".




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

[Poesia] Desabafo de um tolo...

Certo primeira poesia de 2011, para falar a verdade é uma poesia antiga, mas estava com preguiça de postala, tenho como grande marca ou assinatura a figura do pierrot, e essa poesia marca bem a época em que meus versos contavam histórias de um simples libertino. Espero que gostem.

Desabafo de um tolo...


Era mais um Pierrot
Mas estava diferente

Não estava sorrindo e bebendo.


Era mais um Pierrot

Mas nos últimos dias estava estranho

Não queria mais saber das colombinas

Com as quais ele vivia flertando.


A expressão de alegria foi substituída,

Por uma face triste de quem regurgitava pensamentos

Em tuas canções não falava mais de coisas libertinas,

Quem diria citava apenas uma única colombina.


Era mais um Pierrot

Mas estava diferente

Não estava mais sorrindo e cantando,

Dizem as más línguas que está amando...


Fiquei curioso, resolvi ir conversar com aquele Pierrot

Ele segurava uma rosa e entoava seus versos

Perguntei o porquê das lágrimas,

Ele me respondeu sem pestanejar:


“Nas ultimas noites conheci uma colombina

E algo me impedia de tocá-la

Estava feliz, pois não podia tela

Não tiraria sua pureza com meu corpo decadente,

Sorrimos, cantamos e dançamos,

Mas ela se foi. . .

Minhas lágrimas não são de tristeza,

Não me arrependo de não a tocar

Choro de felicidade, por ver que até um tolo como eu

“Conseguiu no final descobrir o que é amar...”


S.Motta



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

[Poesia] Poesia sem Nexo II


Demorou mais finalmente resolvi escrever algo, aqui mais uma poesia sem nexo, um poema curto mais até que ficou bonitinho, um poema que fala sobre algumas coisas da vida.


Devaneios

A vida? Dia, tarde, noite. . .

Sabemos o que é viver...

Lembranças? Carambola, peteca, aquela velha. . .

Não se pode retardar o tempo,

Sentimentos? Amor, Loucura, Liberdade. . .

Só quero ser menos letal,

Sei lá é tudo tão fragmentado, tudo tão sem nexo.

S.Motta & J.Kira

[Post] O conto da Borboleta Azul

Sim demorou mas finalmente me deu vontade de fazer um post, então é bom começar falando sobre um conto que li.
Particularmente esse conto por algum motivo mudou muito meu modo de pensar.

Essa é para aqueles que dizem que não se acha nada de bom na internet, estava navegando quando encontrei uma certo conto circulando, esse conto era chamado de "A Borboleta Azul".


"A lenda conta que uma menina curiosa, decide colocar à prova o velho sábio, por duvidar de que fosse realmente um sábio. Tomou nas mãos uma borboleta azul, escondeu-as mãos com a borboleta para trás, foi até o sábio e disse: tenho nas mãos uma borboleta azul, ela está viva ou morta. Antes que ele respondesse tinha preparado o seguinte ardil: se ele disser que está viva, eu a esmago e ela estará morta; ele não é um sábio. Se ele disser que ela está morta, eu a deixo voar; ele não é um sábio. Mas como podíamos esperar, ele foi muito sagaz em sua resposta, edisse: Ela está em suas mãos, se ela vai viver ou não, depende de você."

Então te digo a vida está em suas mãos, se você vai ser feliz, ou não depende apenas de você.Todos temos dentro de nós o espírito da Liberdade, o espírito da Petalouda.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

[Poesia] Mesmo dizendo que não. .

Ai ai o que fazer com essa preguiça de postar, mas como me disseram eu deveria compartilhar as minhas poesias. . .

Minhas poesias são de momento, e antes era algo só meu, mais a pedido de uma grande pessoa, eu estou compartilhando um pouco de mim postando essas poesias. . .

Pois bem aqui esta uma poesia que eu particularmente adoro.




Mesmo dizendo que não. . .

Mesmo dizendo que não. . .

Eu só queria que você visse a dor

Que se esconde nesse falso sorriso.


Mesmo dizendo que não

Eu só queria que você confia-se em mim

Da mesma forma que mesmo sem querer

Eu confio em você.


Mesmo dizendo que não

Eu fico bem por sentir tristeza ao te ver

Pelo menos é melhor que caminhar vazio.


Mesmo dizendo que não

Eu queria que você repetisse

As batidas do meu coração

Quando estou aqui a te observar. . .

S. Motta





terça-feira, 30 de novembro de 2010

[Poesia] Poesia sem Nexo

O que é uma poesia sem nexo?

"As poesias sem nexos, são feitas por mais de uma pessoa intercalando versos de cada autor, sem saber o que cada um esta escrevendo, elas são ligadas apenas pela energia de cada um." Assim foi como a idealizadora defini este tipo de poesia. Fui convidado por ela para escrevermos uma poesia sem Nexo e o resultado segue abaixo.

Poesia Sem Nexo

Porque invejastes as borboletas, jovem Pierrot?
Algo que temos sem querer
Seres tão pequenos e insignificantes.
Influenciamos uns aos outros mas não prendemos ninguém
Todavia para você o que significaria a liberdade?
É sua a escolha de ser quem é, e fazer o que faz
Andar pela noite? Beber, dançar, se saciar no corpo daquelas jovens?
A liberdade? Sim, ela esta aqui e aí também só esperando que você a perceba
Estou preso em meio à solidão, coisas mundanas apenas servem para me iludir
Infinitos lados, infinitas formas, infinitos jeitos de fazer, tudo o que quiser
A mascara que uso para viver se tornou tão pesada que não consigo bater asas
Mas toda ação tem sua reação
Invejo um corpo tão frágil e simples mas que mesmo assim, pode ir a lugares tão distantes.
Prendemos-nos ao cotidiano deixando o amor e esquecendo a liberdade
Invejo como aquela simplicidade consegue superar a decadência de um jovem como eu.
A liberdade é assim única e viciante.


By:Jannah Kira e S. Motta

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

[Poesia] Preço de um sorriso

Pra começar a poesia que escrevi para uma amiga poetisa.


Preço de um sorriso

Fãs de alquimia
Essa arte da troca equivalente
Se te desse uma rosa
Você me daria teu sorriso?

Uma rosa negra para sua aura,
Que me confunde mais a cada dia.
Uma branca para sua pureza,
Mesmo na impureza de algumas palavras.
Uma rosa amarela para teus fios de ouro,
Tão perfeitos que te tornariam uma nova Helena.
E vermelha em homenagem as almas que sacrifiquei,
Em busca de uma pedra filosofal,
Pedra tão valiosa quanto suas caricias
Toques tão puros que talvez nem um item de lenda
Poderá comprar.

Mas pensando, não teria capacidade de criar tal item
Não poderia sacrificar tantas vidas,
Só de imaginar quantos amantes tão ardentes como eu sacrificaria
Faz-me ver o quanto não seria capaz
De sacrificar aquele sentimento “neve-fogo” presente neles.

Mas sempre existe outra forma
Temos uma pecinha de cristal vermelho-fogo tão frágil
Que é necessário ser protegida por uma cela de ossos
E um cobertor de carne
E que mesmo com toda essa proteção
Já foi perfurado e ferido por lanças invisíveis
Que talvez a ingenuidade nos torne vulneráveis a elas.
Lanças compostas de matérias instáveis
Formadas por atos, sentimentos e ações.
Armas que se usadas de forma incorreta
Atravessam esse escudo de ossos e carne.

Se te desse essa pequena de peça cristal,
Essa peçinha tão forte quanto uma pedra filosofal,
E que ao invés de se fortalecer com almas
Fortalece-se com lembranças de tua face
Você me daria algo tão simples quanto teu sorriso?



S. Motta